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Mimimis da Vida

Se virem aqui algum texto a falar mal de outras pessoas, podem pesquisar mais um pouco porque vão encontrar mais.

Mimimis da Vida

09
Fev23

Uma prenda espectacular de Natal... mais ou menos

Diana

O pai e a madrasta ofereceram um computador portátil ao miúdo. Uau, que prenda espectacular! É um computador gaming. De uma marca que não interessa a ninguém porque ninguém tem nada a haver com isso se foi apenas o pai e a madrasta que o compraram. O computador foi dado com a intenção de estudar e jogar mas só em casa do pai. Sem problema, felizmente nunca faltou nada à criança enquanto o pai fingia que o miúdo não exisita por isso não há-de ser agora ao fim de 10 anos que irá fazer falta um portátil. Até tem um computador de torre e um tablet bastante bons. Por isso, o miúdo estar impedido de o trazer não o prejudica na escola em nada. Mas... Oi, calma. Afinal é o computador antigo do pai. Puseram a arranjar e está perfeito para o menino estudar e jogar. Mesmo assim é uma excelente prenda. O menino começa a jogar um jogo simples e ao fim de 5 minutos, o computador desliga-se. Pois é... O pai esqueceu-se que o computador sobreaquecia-se e desligava-se sozinho. Pronto. Serve para estudar durante uns minutos que assim aguenta mais tempo ligado e já é bom.

Faziam menos figura de urso ao serem sinceros e dizerem que era um computador antigo e que pagaram 20€ para arranjar do que a dar a entender que era um computador XPTO que custou os olhos da cara.

21
Jan23

The Bold Type

Diana

Vi de rajada as 4 temporadas. De rajada, como quem diz. Demorei 2 semanas, talvez. Tendo em conta que tenho um bebé de 8 meses, para mim foi mesmo de rajada. Agora que acabei, queria ver a 5a temporada. Mas não há na Netflix. Nem em nenhuma outra app de streaming. Mas lá fora, há. No Reino Unido há na Hulu. Nos Estados Unidos há na Amazon. Estive 1 hora, sem exagero, a tentar arranjar uma artimanha para tentar ver num ou noutro. Até que desisti por não conseguir e fui dormir. É nestas alturas que desejo que ainda houve Mr. Piracy. Aí, fazes-me tanta falta. Agora uma pessoa ficar aqui a roer as unhas para não cair na tentação de ir ver vídeos spoilers no YouTube, onde resumem cada episódio. 

22
Mar22

A vergonha do sistema público

Diana

Já sabemos que muitos sectores públicos não funcionam a 100%, mas desta vez estamos a falar de educação. Quando falham é mil vezes pior, estamos a falar da educação de crianças. Só não é pior do que toca a saúde, que esse sector sim deveria ser a grande prioridade para funcionar sem falhas.

Com a pandemia, houve computadores que foram distribuídos pelos escalões A por causa da tele-escola. Este ano lectivo decidiram que as aulas iam começar a ter também vertente tecnológica a partir do 2° período e por isso iam distribuir computadores pelos restantes alunos. Bela ideia mas só mesmo ideia, porque pôr em acção é difícil.

O escalão B recebe os computadores. Ficam a faltar o escalão C e os sem escalão.

A professora avisa que no início de Março vai começar com as aulas porque já adiou o máximo e se adia mais fica com a matéria em atraso. Solução da escola: quem não recebeu os computadores, que leve portáteis ou tablets de casa. Pois que nem perguntam se é possível. Dizem que é para as crianças levarem e pronto. Claro que o miúdo vem para casa a dizer que tem de levar no dia X o computador para a escola. Passados uns dias, recebemos e-mail da escola com a mesma informação: "As aulas com computadores vão começar dia X. Os alunos que não receberam, têm de levar de casa." Well, não. O computador não liga sem carregador e essa é uma exigência que a escola faz: tem de aguentar sem carregador porque não há tomadas para todos ao mesmo tempo. A outra opção, seria o miúdo levar o iPad e nem pensar que deixo uma criança de 9 anos andar com um iPad para trás e para a frente.

Falo pessoalmente com a professora e explico a situação. Ela compreende e diz que não é o único na mesma situação e que esses alunos ficam a par com alguém que tem computador. E informa-me ainda que na semana a seguir vem os computadores para os restantes alunos. Boa.

Semana a seguir chega e, de facto, recebemos um email com as informações para levantamento dos computadores. Hoje é o 7° dia disponível para lá ir e... hoje foi o 4° dia que eu fui lá tentar levantar e há sempre algum problema.

O sistema está em baixo. O sistema está lento, está a demorar quase 1 hora por pessoa e tem 4 pessoas à frente (o horário acabava dentro de 2 horas). O sistema está lento, tem 3 pessoas à frente e a pessoa que está lá dentro já está à 1 hora e meia (acabava dentro de 3 horas). Hoje o professor responsável só vem à tarde.

 

O fantástico sistema público que temos. Será que à quinta será de vez? Ou haverá mais alguma desculpa?

11
Mar22

A vida adulta não é como nos filmes

Diana

Nos filmes todos - ou quase todos - os adultos se dão bem, são amigos e não há intrigas. Na vida real, têm de estar sempre a falar mal de quem não está presente, nunca estão contentes com nada. Parece que não existem amizades ou respeito. Agora não falam mal de nós porque estamos presentes mas daqui a pouco quando formos embora já falam mal. E se forem confrontadas sobre o que disseram ou se dissermos para dizerem o que têm a dizer, nunca há nada para dizer ou dizem coisas banais e sem nexo. O que mostra que não falam por ter razão, caso tivessem razão em alguma coisa fariam críticas construtivas para a pessoa melhorar-se. Mostra apenas que falam porque têm de falar e não têm mais vida, mais assunto, mais nenhum interesse sobre o que falar. Falam apenas porque querem mostrar que têm uma opinião e porque querem mostrar que são melhores ou que fariam melhor. Que sejam melhores, porra. Isto não é uma competição. Não vivemos para competir e sermos melhores que os outros. Ou não deveriam viver para isso. Deveriam viver para serem felizes e estarem em paz. 

10
Mar22

Horas extras: e pagar, não?

Diana

Tenho amigos a morar na Bélgica e de vez em quando um deles faz um story em que mostra a máquina de ponto com as horas trabalhadas naquele dia. Ontem foi um dos dias que ele pôs. Tinha trabalhado 12h 37m. Pus-me a pensar no assunto. Quantas vezes é que nós não trabalhamos mais horas do que o suposto e não fica registado em lado nenhum. Sei que a maioria das empresas já tem máquinas destas para registar a entrada e a saída dos funcionários. Mas a intenção em quase todas as empresas que têm é apenas controlar os funcionários e descontarem no ordenado caso tenham chegado atrasados ou saído mais cedo. Porque caso contrário, não interessa. Se ficaram mais tempo e o funcionário alerta que ficou mais tempo a acabar algum trabalho, ainda leva com a resposta de que ficou porque quis ou porque não despachou durante o dia o trabalho que deveria ter despachado. Acontece tanto. Meu Deus! E no caso de serem realmente pedidas ou autorizadas, não mexem obviamente. Mas no caso de ter sido apenas por iniciativa do trabalhador, as empresas manipulam o sistema e alteram a hora para não virem a ter problemas mais tarde com o ACT. As empresas que não conseguem manipular o sistema, dão o aviso ao colaborador que não é para voltar a acontecer. Aconteceu-me esta última quando trabalhei para a SONAE. A partir dos 15 minutos após a hora de saída, começa a contar para o banco de horas e naquele dia saí cerca de 30 minutos mais tarde porque não reparei nas horas. No dia a seguir levei com o aviso de que se não tinha sido pedido por nenhum superior, não podia voltar a acontecer de forma alguma. Tudo bem. A partir daí saía sempre à hora exacta. Nem mais 5 minutos para resolver alguma questão pendente. Ficar 30 minutos a trabalhar não se pode porque não querem pagar ou ficar a dever horas, mas ficar até 15 minutos porque apenas implica eu perder o meu tempo já pode ser? Nop. Infelizmente, estas situações acontecem bastante no nosso país. E as empresas que nem sequer têm onde picar o ponto e os colaboradores fazem constantemente horas extras mas quando têm de sair mais cedo ou entrar mais tarde por alguma razão são logo descontados. Para mim, essas empresas nem deveriam ter funcionários ou então os funcionários serem capazes de dizer que não fazem as horas. Ser só para um lado é muito mau. É bom ganhar dinheiro, toda a gente gosta. Sejam funcionários, sejam donos de empresas. Mas não pagar horas e descontar quando o funcionário precisa... Há que ver o lado humano. Lidamos com pessoas, não com robôs.

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